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Mudanças de paradigma tecnológico: a era das IAs e a próxima revolução robótica

  • 22 de mai. de 2025
  • 3 min de leitura

Ao longo da minha carreira, tive a oportunidade de testemunhar diversas ondas tecnológicas significativas, desde a popularização da internet, passando pela revolução da mobilidade até a universalização da computação em nuvem. 

Cada uma dessas ondas veio acompanhada de um misto peculiar de receio e oportunidade.


Agora, estamos mergulhados profundamente na era das Inteligências Artificiais (IAs), e já conseguimos vislumbrar a próxima grande mudança: a universalização da robótica. 


Este momento tecnológico é singular porque não temos um playbook claro ou metodologias consolidadas como aquelas que dominaram o cenário nos últimos 15 anos, como Lean Startup ou modelos de negócios SaaS.

Sem a pretensão de entregar um novo playbook, quero propor aqui uma reflexão sobre três impactos fundamentais das IAs que toda empresa deveria considerar:


1 - Hiperpersonalização

A IA está revolucionando a relação entre produto e customização. A capacidade das inteligências artificiais de criar software sob medida está impulsionando uma mudança significativa: o foco das empresas deixará de ser apenas o desenvolvimento de software, passando a se concentrar muito mais na inteligência extraída dos dados e na capacidade de entregar soluções altamente personalizadas.


2 - Driving do Conhecimento

O tradicional modelo de construção de software, com foco em estruturação rígida de dados e criação de telas e dashboards está sendo profundamente repensado. 

O paradigma "AI Driven" nos incentiva a pensar inicialmente nas perguntas-chave a serem respondidas pela IA, acelerando a resolução dos problemas dos clientes. As interfaces e os dados serão criados em torno desse novo paradigma, orientado ao conhecimento.


3 - Especialização

A velocidade de evolução das IAs é impressionante! 

Plataformas horizontais como ChatGPT, Gemini, entre outras, avançam diariamente. 

Negócios com propostas de valor genéricas começam a enfrentar grandes riscos, uma vez que essas plataformas horizontais passam rapidamente a abranger suas soluções. 


A diferenciação real virá de empresas capazes de desenvolver IAs verticais, especializadas em nichos específicos e sustentadas por dados proprietários.

Com base nestes três pontos, conseguimos identificar claramente quais modelos de negócio estão mais expostos às mudanças impulsionadas pelas IAs. A seguir, um panorama em formato de tabela para facilitar essa análise:


    Tabela: negócio, risco, nicho, dados e integração

Está claro que vivemos um ponto de inflexão significativo e com uma velocidade nunca vista. As empresas precisam agir com rapidez, deixando de lado a mera observação. 


A pergunta central para líderes e estrategistas hoje é: "Qual papel queremos desempenhar neste novo cenário tecnológico?"


A resposta a essa questão pode ser a chave para prosperar nesta nova era ou ser ultrapassado por concorrentes que souberam extrair valor rapidamente dessa revolução.


Para conectar com o título, fica a provocação mais pessoal: se as mudanças te geram ansiedade, está dentro do esperado. Mas se elas te geram negação, paralisia ou sofrimento, respire fundo, reflita e saia deste espaço. 

Reflita e racionalize mais sobre este momento (espero que este texto te ajude) e aplique ao contexto seu e da empresa e busque visualizar seus passos para capturar as oportunidades que estão batendo à sua porta!


Agora, mais do que nunca, é a hora de agir com inteligência estratégica.


Sobre o autor:


Cesar Bertini

Empreendedor serial desde os 20 anos de idade, fundou o provedor de internet Planet nos anos 90, enquanto cursava Engenharia da Computação na Unicamp. No início dos anos 2000, fundou a MC1, uma empresa com investimento da Mitsubishi Corporation. Após a venda bem sucedida da MC1 em 2014, Cesar passou a investir em startups. Possui atualmente 11 startups investidas diretamente, buscando como diferencial a sua participação constante e efetiva no crescimento delas. É conselheiro consultivo e administrativo de 3 empresas, palestrante e professor de Private Equity e Venture Capital.

 
 
 

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